Nosso trabalho para a conscientização, capacitação e engajamento de cidadãos em ações de integração e participação com o poder público, e de controle e fiscalização de políticas públicas, surgiu a partir de um estágio para formação de multiplicadores, promovido pelo Ministério da Defesa, em julho de 2006, na cidade de Belo Horizonte. Três meses depois, em 07/10/2006, foi criado o Grupo pela Mobilização Nacional em Minas Gerais - GMN-MG, que deu início às atividades de sensibilização da sociedade civil a partir do Centro de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET-MG, contando, para isso, com o apoio da 4ª Região Militar do Exército, do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, do Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa/MG, entre outros.
Em 05/02/2007, o GMN-MG procurou firmar parceria com o Conselho Comunitário de Segurança Pública da zona leste da capital - CONSEP 20, sem êxito, uma vez que a entidade era dirigida por um grupo fechado de comerciantes locais, que não davam espaço para novos integrantes. O embrião do site, criado para passar informações à comunidade da região, não foi levado adiante. Outra tentativa de parceria mal sucedida foi com o Processo Sentinela, também na zona leste de Belo Horizonte, onde um grupo de entidades, preocupado com a segurança pública local, se uniu para custear a manutenção de equipamentos e veículos da companhia de polícia militar que atua na área.
Em 28/05/2007, os mobilizadores firmaram parceria com o Conselho Comunitário de Segurança Pública do Hipercentro de Belo Horizonte (CONSEP HBH). A falta de participação da comunidade local nas discussões sobre segurança pública e a quase impossibilidade de diálogo entre os diferentes grupos (comerciantes x população de rua; grupos LGBT e prostitutas(os) x moradores; motoristas x pedestres; moradores x comerciantes de bares; administração pública x cidadãos; grupos LGBT, idosos, deficientes físicos e pacientes com sofrimento mental x profissionais de segurança pública), eram os principais problemas a serem enfrentados sob a ótica da mobilização e engajamento comunitário.
Para potencializar o trabalho dos mobilizadores, em 01/06/2007, foi fundado o Centro pela Mobilização Nacional em Minas Gerais - CMN-MG, posteriormente registrado e inscrito no cadastro nacional de pessoas jurídicas. O GMN-MG passou a ter a finalidade específica de articular a mobiilzação e o engajamento de personalidades e formadores de opinião para formação de um Grupo de Notáveis.
O primeiro trabalho do CMN-MG para potencializar a troca de informações e experiências entre os integrantes da comunidade do Hipercentro de Belo Horizonte, foi a criação, em 11/07/2007, do site do CONSEP HBH.
Em agosto de 2007, com o objetivo de identificar e contatar lideranças e potenciais empreendedores, o CMN-MG participou da 1ª Conferência Metropolitana de Belo Horizonte, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, do Fórum Metropolitano promovido pela Câmara Municipal de Belo Horizonte e proferiu palestra para funcionários do Sistema Batista de Ensino sobre "Deficientes conquistando seu espaço".
Na primeira semana de setembro de 2007, após proferir uma palestra sobre o uso de celulares integrado aos Postos de Observação e Vigilância no Hipercentro de Belo Horizonte, para integrantes do CONSEP 125, na zona Oeste da Capital, o CMN-MG foi convidado pelo Reverendo Lúcio Mendonça da Fonseca para integrar o Fórum Mineiro de Direitos Humanos. Em 13/09/2007, o CMN-MG participou de sua primeira reunião naquele grupo de discussão. Também para o FMDH, o CMN-MG desenvolveu um site para reunir e divulgar informações de interesse para a defesa dos direitos humanos.
Em 14/09/2007, entre outras atividades de mobilização, o CMN-MG firmou parceria com a 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil para a realização de palestra sobre o projeto MEDIAR, que reuniu representantes de escolas públicas e lideranças comunitárias de toda zona leste da capital mineira, com o objetivo de se implantar a mediação de conflitos nas escolas daquela região. Apesar do interesse dos participantes, o trabalho não pode avançar, diante da falta de verbas para capacitação, pelo Estado, das lideranças comunitárias e profissionais do ensino público, estadual e municipal, da zona leste. Novamente, o problema da falta de participação das comunidades locais nas discussões sobre segurança pública, devido, principalmente, a quase impossibilidade de diálogo entre administração pública x cidadãos, foi observado. Atividades de mobilização e engajamento em defesa do meio ambiente também foram desenvolvidas. Em outubro de 2007, o CMN-MG, a convite da PUC Minas, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, ONG Fundamental e Instituto Kairós, participou do I Fórum Socioambiental das Comunidades da Área de Proteção Ambiental Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, passando a integrar a Rede Social da APA SUL. Em 25/10/2007, foi eleito Coordenador do Vetor Geográfico BH-Betim-Contagem no Encontro Preparatório do Fórum de ONGs da Região Metropolitana de Belo Horizonte, ocorrido no auditório da Escola do Legislativo de Minas Gerais.
Ainda em outubro de 2007, o CMN-MG iniciou o planejamento para a realização do Seminário "Mobilização Nacional: Um Caminho para o Desenvolvimento Brasileiro", contando com o apoio da 4ª Região Militar do Exército, onde seria apresentado o projeto MECAMOB - Mecanismo de Mobilização da Sociedade Civil. O seminário não aconteceu, mas a idéia de lançar o projeto prosseguiu.
O ano de 2008 começou com um convite para a diretora de Ética e Disciplina do CMN-MG, Dra. Sandra Mara Albuquerque Bossio, integrar o Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital Belo Horizonte. Assim, o CMN-MG passou a trabalhar, também, na identificação, sensibilização e engajamento de profissionais e pesquisadores na área da saúde.
A parceria estabelecida com o CONSEP HBH e a participação em eventos promovidos por entidades públicas e privadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre outras atividades, levaram o CMN-MG a concluir que a ausência ou precariedade de um trabalho, permanente e continuado, para conscientização, capacitação e engajamento das comunidades, resultava em um desequilíbrio de forças, onde os interesses de grupos detentores do poder econômico ou político-partidário acabavam prevalecendo sobre os demais grupos, que se rivalizavam, mesmo sabendo que contra a força não há argumentos; ou se submetiam sem questionar; ou, ainda, que nem se interessavam em saber o que estava acontecendo.
E o cidadão menos informado sobre as discussões para melhoria da qualidade de vida em sua cidade, acabava acreditando que o problema é somente do governo, e não seu; ou que o problema estava instituído há muito tempo, não tendo possibilidade de solução; ou, ainda, que o problema só era comum quando o atingia ou a alguém de sua família. Em 10/04/2008, junto com o lançamento do novo site do CONSEP HBH, teve início a implantação do então projeto MECAMOB.
|

